segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Eu sou mesmo exagerada.

Eu sei, mas eu sofro assim mesmo. Eu sei que a distância pode ser boa, que é preciso saudade às vezes. Mas eu já tô com medo dela, como sempre. Medo.

Eu sou exagerada. Exagero nas emoções, nos sentimentos. Porque por muito tempo já os reprimi sob o lema maior de ser durona, fria e calculista como uma personagem machadiana que tem uma frieza incalculável. Mas não dá. Eu tento ficar calma. Eu tento deixar rolar. Mas como?

Simplesmente não consigo. Simplesmente acho lindo passar o sábado com ele e a partir daí ser normal querer isso sempre pra mim. Já que eu tô cansada da personalidade durona que fingi sustentar por muitos anos.

Não dá pra ser frágil, brega e sentimentalista? Eu quero ficar preocupada porque ele vai à festa sem mim e quero que ele também fique porque eu também vou sem ele. Dá licença, posso? Quero as borboletas no estômago, pernas bambas e coração disparado. Quero escutar letras de músicas românticas e me identificar.

Pena é que eu ainda resisto, um pouquinho, em sentir tudo isso com um recalque de razão; pelo medo (de novo) de sofrer demais depois.

5 comentários:

luti disse...

passar o sábado com ele é liiiiiiiiiindo demais da conta ^^
e nem adianta a gente dar uma de durona, nunca conseguimos por mais de alguns dias. Seeeeempre desabamos depois. Mas nããão preocupa xuxu, pelo jeito vc ainda vai sentir muuuitas borboletas no estômago e pernas bambas. E eu quero estar seeeempre por perto, pra te ver feliiiiiz \o/\o/

marília disse...

Adoro as borboletas no estômago, por mim almoçava uma por dia só pra manter essa sensação viva sempre. Não adianta, somos umas babacas. ahuhuehea Mas enquanto você quer passar o sábado com ele, eu estou promovendo a fogueira dos sutiãs. São etapas diferentes da vida, mas as duas são babacas. Porque mulher, pelo menos por algumas horas do dia, tem que ser meio babaca mesmo.. aehueahuae

Ana disse...

Você não deve ser fria, durona, calculista. Você deve ser você, sempre. Resista só o tanto certo, é bom ter borboletas no estômago e qualquer sentimento vale a pena, mesmo que a gente sofra mais tarde.

Como já dizia Quintana:...Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta? Em meio aos toros que desabam,cantemos a canção das chamas! Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida.

zé disse...

ah, toma tento, chefe.
isso aí não é medo de se entregar, até pq vc já se entregou desde o primeiro instante. isso aí é disfarce pra realidade, é receio de pisar no chão
até pq, convenhamos,
vc nunca enganou ninguém com sua fama de mau, não é? típica mocinha de filme romântico...
toma tento!

marília disse...

ai ai.. 'toma tento' é muito coisa de vô.. aheuaheuuaeauhauehe