domingo, 14 de dezembro de 2008

E aí, gata?

- Oi linda, posso te conhecer?
Sem tempo para resposta, já vem ele se apresentando. Então por que pergunta?
- Eu sou o João, muito prazer!
- Maria, prazer. Já de saco cheio com o milionésimo João da sua vida, que provavelmente vai conversar 15 minutos (se é que consegue emplacar um papo) pedir um beijo e ficar perguntando o resto da noite porque você não pode ficar com ele.
- O que você faz da vida?
- Faço jornalismo.
- Que legal! Na Alfa? Sim, porque o estereótipo predominante é de que nerds (?) não vão para a balada...
- Na UFG.
- Noooooooooooooooooooooooossa!!!! Além de linda é inteligente!!
- Hehehe. Sorrisinho sem graça.
- O que eu faço pra ganhar um beijo seu?
Ai meu Deus, ela tem mesmo que perder seu tempo respondendo isso?
- Dá licença, vou ali pegar uma cerveja.
Tenho certeza de que eu e algumas das minhas amigas não somos as únicas cansadas desse papinho. E olha que provavelmente esse cara era um gato. Mas como diz meu sábio professor de cinema, "Mulheres inteligentes não suportam homens medianos". A minha mãe e aquelas tias de sempre começam a dizer que eu sou exigente demais. É exigir demais querer alguém que vá além desse papo superficial?
O meu amigo Zé diria que são os lugares que eu frequento, e que ele já tinha me avisado, me falado pra não ir mais. Tudo bem, então diga-me onde ir. Diga-me onde encontro alguém mais profundo do que os "o-que-você-faz-da-vida?" que eu topo por aí.
Estou incomodada com a revolta que assola algumas mulheres muito interessantes, simpáticas e bonitas que eu conheço. Elas ficam descrentes. Perdem a esperança e a alegria na busca pelo amor. Por fim, desistem. E agora os homens começam a reclamar que elas é que não querem compromisso, estão com mania de independência e aversão à compromisso.
Só não percebem que eles nos deixaram assim, calejadas. Quando disseram "confia em mim" e procederam à toda sorte de ações que nos fizeram perder a confiança. Quando disseram "não estou preparado para algo sério agora", supondo que a gente suporte aquela enrolação vai-não-vai que só beneficia eles mesmos, que não se apegam e conseguem ir e voltar quando bem entendem.

Apesar dos calos, eu, pelo menos, ainda não me entreguei. Apesar da época rivotril, depressão e eu-quero-sumir, ainda espero coisas boas da vida. Ainda aguardo surpresas, pessoas interessantes, lugares legais, amizades profundas. Ainda quero buscar e espero que encontre antes de me cansar. E agora, depois das técnicas neurológicas, psiquiátricas e psicológicas, eu tenho outra tática: alegria. Achar graça disso tudo. Me divertir. Rir do gato na balada e responder que sou estudante de astronomia. Rir, até da dor, do sofrimento e daquele rolo com um carinha que eu queria por tudo namorar, mas que não podia assumir essa responsabilidade naquele momento. ahahahahahaha
P.S.: Aqui encerra-se a era dos posts depressivos, em crise existencial e melosos. Espero. =****

4 comentários:

rafael c. nascimento disse...

nova tática: happiness \o/

“O Sorriso é algo muito precioso para ficar oculto no teu rosto!”


happy new year

marília disse...

U-A-U! heuheu um link pro meu texto no seu post. \o ehuheuh Eu sou um tanto quanto descrente em relação ao amor, acho que ele é supervalorizado. Mas essa conclusão [que é minha] só chega depois de experimentar. Então, faça bom proveito! heheh E fala pro Zé que ele não sabe de nada! huehauehaeu Não sei onde procurar um amor, só sei que não é no axé ¬¬ kkkkk desculpa =\ kkkk ;****

zé disse...

vc me citou no seu texto! que orgulho! Reitero o que eu disse segundo o seu texto: procure em outros lugares. E mais: procure com outros olhos!
Ah, esperança tem q ter né, mas não demais!
bjo

luti disse...

o nosso sábio profesor de cinema é mára =]
e sim xuxu, você é super hiper mega blaster inteligente, na verdade, minha ídola. hahahaha Portanto, nada de homens medianos hein!? Vamos seguir a filosofia Lisandro Nogueira da vida. =**