segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Sobre gramática e abstrações
Passou a época em que o difícil do português era o substantivo abstrato, e eu sobrevivi a outras matérias bem piores. Eis que, formada, ao prestar um concurso público de nível superior, para o Ministério das Comunicações, erro uma questão por causa da bendita parte do item que classificava dois substantivos como abstratos.
Mais do que a infantil frustração do erro, me coloquei a pensar: será possível haver dificuldades etéreas? Existem coisas nessa vida que nunca superaremos, ou demoraremos anos a fio para superar? Longe do “erro abstrato”, essa dúvida me desespera.
O desespero, apesar de ser um substantivo abstrato (será que acertei?), anda pairando bem concreto na vida. Mas será um desespero real ou puro devaneio, fruto da imaginação, aquela mais abstrata ainda?
Me parece muito abstrato acreditar, passivamente, que um dia a gente supera. Até hoje eu não aprendi a classificar substantivos concretos e abstratos. Será possível separar desespero tolo, de reflexão profunda e superar o erro? Vejamos na prova do Ministério da Saúde...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Adolescente
Às vezes dá uma vontade de ter quinze anos....
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A professorinha
Apesar de uma leve tendência indicando para o curso de “Letras”, ela estudou muito, fez vestibular e passou para Jornalismo. À esta altura, já tinha esquecido da profissão com a qual sonhava quando era pequena.
Ainda no primeiro semestre do Jornalismo, nem tão crescida assim, aos 17 anos, recebeu um convite para ser professora. Sem hesitar, aceitou.
Durante quatro anos, ensinou muito e aprendeu mais ainda. O cansaço da semana inteira de estudos e o fato das aulas serem na sexta a noite e no sábado de manhã não tiraram dela o entusiasmo de ser professora, mesmo nas muitas vezes em que ela não conseguia fazer calar a turma bagunceira.
Todas as adversidades ficavam pra trás quando alguém dizia que aprendeu alguma coisa graças à aula dela e que ela era um exemplo; ou quando ela acertava o tema da prova do vestibular e depois via os seus ex-alunos passeando pelo campus da universidade. Não interessavam as críticas, as milhões de reclamações de que a aula estava chata ou as revoltas com notas baixas. Ela tinha convicção.
Tentou ensinar algumas coisas e aprendeu o valor dessa tentativa. Quando voltava para a posição de aluna, sabia exatamente o que seu professor sentia quando pedia silêncio. Assim, aprendeu o valor das pessoas que doam as vidas por outras e o desvalor da sociedade para com uma profissão tão bonita e importante.
Hoje, ela sente muita saudade das salas de aula, pois não mais pode compartilhar o jornalismo e a educação. Porém, ainda sonha com a utopia de um mundo melhor a partir da formação de pessoas melhores e com o dia em que ela voltará a ser uma professorinha.
Feliz dia do professor!!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Memórias, crônicas e declarações de amor
Meu sonho é ter motivo para cantarolar por aí um tema de amor. Não é fácil não pensar em você. Faz a gentileza de aparecer? Não é proibido, pode chegar... Tá divertido!
Bem que já se quis chegar. Mas foi quando eu só queria saber de balançar a pema por aí. Agora que eu sou uma maria de verdade e já sei namorar, não tem flores, beija eu, muito menos amor I love you. O negócio tá mais pra dança da solidão e aí só resta chocolate pra espantar a tristeza.
Enquanto isso, anoitece em certas regiões, inclusive na sua. Perdemos tanto porque não pudemos esperar cinco minutos. Ou seria porque a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte... Será que exigimos demais? Pra ser sincero, eu acho que não. Acho que mereço alguém a altura do meu infinito particular.
Passe em casa, tô te esperando! Tão impaciente e aflita, meio desligada; mas não se assuste, não vá embora. Seja como for, eu sei, um dia eu vou estar a toa e você vai estar na mira.sexta-feira, 31 de julho de 2009
Origens
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Existe par perfeito?
Eu sinceramente não sei, nem acredito ser a pessoa mais indicada para discorrer sobre a existência ou não da tampa da panela, da metade da laranja, da cara-metade ou do nome que você quiser para designar o par perfeito. O meu eu-lírico da fase Romântica quer acreditar que sim, que tem alguém nos planos divinos, mágicos, esotéricos ou cartesianos da sua existência. E que, mesmo se ele estiver no extremo norte do hemisfério norte, você vai encontrá-lo, olhando a mesma prateleira de uma livraria, no metrô, na fila pra pesar o pão ou na poltrona ao lado do cinema. O meu eu-lírico da fase realista diria que é apenas uma questão de conveniência e sorte encontrar alguém da sua turma da faculdade, do trabalho, que tenha lá uma característica em comum e uma dose de atração carnal e pronto, ambos entenderem que são pares.
Eu pendo para dizer que faz parte dessa brincadeira ficar uma rodada sem jogar, avançar duas casas, recuar três. Mas no final, todo mundo gosta de brincar e aprende a ganhar e a perder. Logo, existindo ou não o par perfeito, o importante é brincar...
Eu só tenho um graaaaaaaaaande questionamento sobre o tema. Como eu sei quem pode e quem não pode brincar? Dá um medo de pensar que eu já deixei essa pessoa passar e nem abri a porta do parquinho pra ela entrar e se divertir! E aí? Tem o par perfeito número dois, três? Quantas são as chances de convidá-lo pra dançar?
Eu já sei que não tem par perfeito perfeito como nos contos de fadas. Mas deve ter par perfeito com defeitos, tipo gente de carne e osso, do mundo real...
E você, acha que existe um par perfeito? Já encontrou?