sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vento candango


É um vento sul encanado entre os prédios quadrados do setor comercial. Um vento que não faz voltinhas, como nos desenhos. Um vento que desce reto, cortando o meu rosto e fazendo cócegas no meu pescoço. É um vento que gela o dia, apesar de uma beiradinha de sol que sai ali do lado daquela pilastra. É o vento que me recebe todos os dias, quando eu saio do subsolo e me deparo com aquele pedacinho de eixo monumental. É um vento chique, que permite cachicol, bota e casaco (sem ser na pecuária). O vento me diz bom dia, e pasmem, eu até respondo: “Bom dia, Brasília!”

Será que eu estou me adaptando?

6 comentários:

Fran Rodrigues disse...

Oi Ana Paula =)
Vi seu blog listado entre alguns que costumo ler.
Texto bacana e passando por um notório acréscimo de maturidade e sensibilidade. Gostei! Vou linkar. Pode né?

marília disse...

tá lindo, uma verdadeira poesia ;D
orgulho demais.. essa moça tá diferente heheh ;***

zé disse...

ai, adorei esse!
muito bom!
não se adapte!

Ana Flávia Alberton disse...

Essa moça tá diferente demaaais, concordo Marília.

Gostei do tom leve, poético de algo que faz parte do seu cotidiano. Brasília pode ser um lugar legal, eu sempre soube disso! uheauhe

beijo.

luti disse...

Eu já diiiiiisse que qdo crescer quero ser igual a vc, né!? huehuehue
E, realmente, dá pra ver uma diferença GIGANTE na senhorita, não só no seu texto, mas como pessoinha tbm...

Orgulho da tia ^^

luti disse...

esqueci de falar...saudaaaaaaaade de vc mulher!! =P