segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sonhar ou não sonhar, eis a questão.

Como se decidir entre o pessimismo e o otimismo? Entre os conselhos que te dizem "vá em frente, você consegue" e os que dizem "cuidado para não se decepcionar"? Será que é melhor a doçura e leveza dos sonhos que compõem as nossas expectativas, ou a dureza da lucidez que nos faz pôr o pé no chão e ficar na defensiva com medo da frustração?

Confesso que oscilo muito na hora dessas escolhas. Talvez nesse momento eu esteja mais pessimista pelas feridas que já estão em mim. Porém, alguma coisa lá no fundinho do meu coração não deixa a esperança morrer. Tem dia que essa coisa está dormindo, tem dia que ela está hiperativa, tem dia que ela está com preguiça; mas eu sinto que ela está lá, e eu sei que é fundamental ela estar.

Ainda assim, espero fatos concretos para provarem a minha vontade de acreditar nos sinais da "coisa". Não dá pra ficar só acreditando, sem ver os sonhos se realizarem de verdade. Lá de cima, da nuvem do sonho, eu quero ver a realidade acompanhar a dinâmica do sonho, trazendo sua doçura e leveza pra minha vida, sob pena de eu parar de acreditar nele, e me tornar uma amarga pessimista que eu não quero ser.

Quero a sensação de sonhar acordada, de querer dormir pra sonhar com ele, de querer acordar pra vê-lo, de flutuar.

Beijos!!

2 comentários:

ze disse...

boto fé boss!
texto bom, mas o terceiro parágrafo ficou meio estranho. Dê uma relida nele.
Muito cuidado apenas com a divisão da vida em expectativa e realidade.
É tão artificial quanto a divisão do mar em pacífico e atlantico.

rafael c. nascimento disse...

"Hoje não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons, quantos maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão"
(: