quarta-feira, 13 de agosto de 2008

E agora?

Parece que foi ontem. Chegava eu na Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás, com a minha mãe a tira-colo e ouvia uma barulheira maluca que eu não tinha percebido em nenhuma outra unidade; e olha que eu rodei muito no câmpus gigante até "achar o Jornalismo". (Será que eu achei?)

"Agora você vai sozinha", disse minha mãe, talvez mais assutada do que eu, que, apesar do medo, estava achando o máximo aquela baderna toda. "Nossa, como a minha faculdade é legal"! Pensei, ingênua. Subi uma escada e lá veio uma menina me dando um trem vermelho pra beber, que mais parecia uma água depois que se lava um pincel. Blééé! Uma outra me pintou uma unha só com um esmalte super rosa e assim foi o caminho até eu achar o lugar de fazer matrícula; sem falar na farinha, tinta, uma meleca!

De repente.... Eu vou fazer matrícula e não tem matéria! Como assim?! Eu já fiz quase tudo, já se passaram quatro anos, dia 30 de agosto é a festa que marca os 200 dias para a formatura, dia 15 de novembro eu tenho que entregar uma monografia, dia 11 de março é a minha colação de grau. Tudo assim, com data para acabar.

Que triste, numa tarde de domingo, uma simples sorveteria com as amigas e alguém diz: "São as nossas últimas férias". Nossa, meus dias de estudante (de Jornalismo, pelo menos) estão contados. E se os meus tempos psicológico e cronológico estiverem desencontrados? E se estiver na hora formal de fechar um ciclo mas eu ainda não me sentir pronta?

Hoje, por exemplo, a professora de psicologia mandou a gente escrever o que é ser jornalista. Pronto, estava instalada a crise existencial (olha meu extremismo aqui de novo! hahahah). Bom foi ver que não fui só eu que tive dúvidas sobre essa pergunta. Tá bom, eu sei o que é ser jornalista. Mas por que eu quis ser uma? Não dava pra ter escolhido uma carreira mais "tradicional" não? Advogada, médica, dentista, até engenheira.

E agora? Agora eu vou quebrar a cabeça pra descobrir como sobreviver nessa minha profissão. Porque mesmo com os percalços, eu ainda acredito ter feito a escolha certa. Ela só é difícil, mas é a certa. O pior é saber que a luta só tá começando. Haja forças!! Tenho certeza que os capítulos e possibilidades da luta ainda me renderão muitos posts... Se esse for o meu foco no blog, por um bom tempo eu não escrevo nada com o título "crise"...

bju pessoas que lêem essas coisas malucas que são mais um desabafo público do que textos lindos e aproveitáveis...

3 comentários:

zé disse...

pior? E o melhor é saber que a luta está só começando!
Sorte nossa estar começando tão cedo!
E, quanto a pergunta, sobre ser jornalista, nem me esforço em responder. Odeio perguntas de psicólogos...

bjo chefe!

Ana Flávia disse...

É, acho que esses foram os quatro anos mais rápidos da minha vida. Provavelmente da sua também. Ainda não me acostumei em pensar em dizer “eu sou jornalista”, penso sempre que “serei”, como se fosse algo distante. Não adianta quebrar a cabeça tentando descobrir como viver do jornalismo, acho que é natural, a gente vive e pronto, porque temos a impressão de que escolhemos o caminho certo e, gostar do que se faz é sempre o principal. A única coisa que sei é que sentiremos saudades até mesmo das homéricas jornadas para uma matrícula.

Beijos, chefinha.

marília disse...

ái ana paula.. eu já fiz um texto sobre isso, no começo do semestre.. tô sofrendo desde que começou o ano. Não quero que acabe isso, nem quero que comece o outro aquilo. é medo e saudade, tudo junto e misturado.